07 dezembro, 2008

Brain Steams.

Mesmo sem pianos para consertar eram manhãs em que, Verão ou Inverno, a janela era sempre atravessada pela mesma luz, o mesmo tom acastanhado. Lentamente, passavam-me fios da noite anterior pela cabeça: vapores de álcool que se dissolviam, palavras ou imagens da minha vida que surgiam de vez em quando.

E olhava para os pianos, e pensava.



Diante de antíteses, paradoxos, antagonismos e derivados, fico à espreita de uma resposta plausível ou simplesmente adequada. E quando dizem que na falta de palavras o silêncio deve prevalecer, assim o faço.

1 comentário:

Anónimo disse...

Just perfect.
LY