09 maio, 2009

(in)CO(lo)R.

Ouço passos perdidos por espaços vazios.

Levanto.me do chão e descalço todos os problemas e insucessos.
Pinto com as mãos cheias de tinta fresca as aquarelas vivas dos meus sorrisos.
O fogo da pintura é o braseiro do meu peito. Retoca.me a felicidade das minhas mãos novamente unidas sobre mais uma casta tela exposta na galeria da minha vida.
Não creio, e nunca quis crer, que ela fosse a minha obra.prima, mas fazia.me feliz.
Os rabiscos haviam.se tornado firmes traços.
As pinceladas esboçadas, pinturas criptográficas.
E a cada quadro pintado, a certeza de que nada havia sido em vão.



A água lavou aquelas tinturas.
As aquarelas.
Passaram a manchas desbotadas pelo tempo.
Röyksopp - What Else Is There

Sem comentários: