19 junho, 2009

Jail.

Sussurras delinquência.
Daquela que desinquieta até às paredes do estômago.
Daquelas que definem todas as curvas dos lábios.
Em que cada fio de cabelo toma aquele sentido.
De desejo.
Do pescoço.
Porque é no pescoço que todos os gemidos se concentram.
Em que apetece arrastar as mãos.
Cravar as unhas.
Arrancar a garganta.
É delinquência, isto.
É criminalidade o que fazes comigo.




Quando se acender a luz talvez possamos ir presos.

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