Daquela que desinquieta até às paredes do estômago.
Daquelas que definem todas as curvas dos lábios.
Em que cada fio de cabelo toma aquele sentido.
De desejo.
Do pescoço.
Porque é no pescoço que todos os gemidos se concentram.
Em que apetece arrastar as mãos.
Cravar as unhas.
Arrancar a garganta.
É delinquência, isto.
É criminalidade o que fazes comigo.

Quando se acender a luz talvez possamos ir presos.
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