Doentes.
Completamente indispostos de nós mesmos.
Tudo é lícito.
Tolerado.
Consentido.
Nas utopias não, mas nos sonhos sim.
Porque os sonhos são assim.
Inteiramente doentes.
Dores rígidas. Imponentes da Alma.
Colam.se às células sem piedade.
O cérebro pede clemência.
O coração antibiótico.
E eles. Os sonhos. Ficam assim.
Colados à Alma. Acorrentados.
Doentes.
Doentes.

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