02 outubro, 2010

Gestos.

Era verão. Era noite. E estava frio.
Nas recordações.
A nossa Alma atinge toda a forma (quase) física de um embrião enrolado no útero.
Em que os joelhos tocam no queixo.
E os pés ficam assim, sem meias, frágeis a qualquer vidro no chão.

Já é inverno. É madrugada. E está calor.
E como que num registar de momento.
O nosso tremer não fosse certo. Bonito. Exposto.
Fecho os olhos.
E entre as pestanas. Os gestos.

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