10 março, 2011

Desnuda.

Existem mulheres assim.
Que nascem do ventre da mãe, e nunca chegam a ganhar os tomates do pai.
Porque é preciso ter-se tomates.
Para lidar com as realidades.
Paralelas. Nuas.
Dilaceradas. Cruas.
De passados atirados ao Mar.
Ao Sal.
Às ondas contra as rochas.
Cheias de argila e respostas.
Onde escrevi: Puta que te Pariu.

Andam a preparar o meu funeral.
E eu que sou de má raça,
Não lhes vou dar o prazer de velarem o meu corpo.
Nem tão pouco a minha alma.

2 comentários:

Joanna disse...

Fazemos um brinde a todas elas? (:

Cupitor disse...

Fantastico ;) a ti sei q nao te faltam tomates... sempre soube...
pois a mais bela e suave flor tem o mais rompante desabruchar =)
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