13 maio, 2011

Porque não despir o vento?

De nada adianta enconomizar a alma.

Enquanto os teus olhos me dizem tudo,
Os teus lábios nada proferem.
Derretem o meu gélido coração num mar de suor.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo.
O mar não teria ondas.
Os dias seriam nublados.
O arco-íris em tons de cinza.

O nada não iluminava.
Não acalmava. Nem inspirava.
O vento não tinha sabor.
Não tinha letra. Nem melodia.

E nós ficaríamos assim.
De ombros descaídos em cima do asfalto.

Portishead - Sour Times

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