04 dezembro, 2011

Insomnia.

Deliquente alma que toca o pavimento.
À chuva. Aquele tilintar de tudo à beira do nada.
Naquele miradouro, de luar à orla mar.
Porque as noites engolem toda e qualquer saliva.
Impetuosa.
Evaporas-te como cargas de pilhas, húmidas do inverno.
Rigoroso.
Não chove. Não dorme. Não troveja.
Morreu.
Que se foda.
Sim, fode-te e morre.
Porque é ao renascer que se chora. Que se gane.
Que tudo o que é lúcido toma a nitidez do que é anormal.
E o anormal é tão bom.

.....E essa tua decadência tão típica e pitoresca que casa maravilhosamente com os devaneios ébrios de qualquer um.

1 comentário:

P.B. disse...

aquilo que escreves é dificil de responder,eu sei a resposta mas não consigo materializa-la.