E escrevo-te do telhado.
Hoje porque precisei.
Porque me apercebi.Porque me ressenti.
Por esta exacta ordem.
E foi demorado. O olhar que te lancei. Onde te procurei.
Contigo não poderia ser de outra maneira.
E o sorriso com que fiquei.
Por nem eu querer que de outra maneira fosse. Ou tivesse sido.
Estas memórias que detenho,
Em rolos de esquiço. Sem ponto de fuga. Sem margens para me agarrar.
São verdadeiros engenhos. Estes desenhos.
Que não desperdiço, em fogo incandescente.
Para mais tarde recordar.
P.S.: tenho sinceras saudades tuas. Do risco. De noites ao relento. Num qualquer banco de jardim.
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