Olhares. Presos.
Houve um que teve esse dom.
Durou cerca de cinco, sete minutos.
Minto.
Foram cinco e sete.
Mas foram segundos.
Despiste-me por inteiro.
Espirito, alma, silhueta.
Contorno, perfil, sombra, ombros, fio.
Pêlo.
Ficou só e apenas o pêlo.
Com toda a epiderme arrepiada.
Sei lá o que aquilo foi..
E foi esse não saber que me fascinou.
Foi bom...
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nem sempre encontro o melhor termo
Nem sempre escolho o melhor modo
Devia ser como no cinema.
A lingua Inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe
Como o mar está do céu.

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