04 abril, 2010

[In]coerências.

Chega de análises.
De seringas. De testes. De antibióticos.
O meu sangue não estaca.
Circula a uma velocidade estonteante.
Passa à minha frente se quiseres.
Fica ao meu lado se entenderes.
Mais análises é que não.

Como mamifero que sou, digo-te:
Se não consegues pagar uma dívida, não peças empréstimos.
Se não consegues esperar pela chama, não coloques fósforos.
Os pinhões não nascem sem pinhas.
E as ameixas caiem com folha.

Porque sinceramente atiçaste o fogo que não devias.
O olhar já não me compensa.
E a minha semente nunca foi coerente.

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