22 janeiro, 2011

Demência Adentro.

É preciso endoidecer para amanhar os sentidos.
A sociedade assim o exige.
Não concede outra forma de esborratar os impossíveis.
Para isso oculta-se tudo.
E passam-se assim os dias. Abafados.
Desatam-se os neurónios.
Desfragmentam-se utopias.
E mandamos todos os engravatados enforcarem-se no seu próprio nó.
Exigindo o impossível. Porque o possível não é demente.


Existem duas coisas.
As Asas. E. As Vontades.
Entre elas, nenhuma brecha.

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