- Não te preocupas com o mundo?
- Os outros mundos não me interessam muito. Interessa-me o meu, e o que me move.
- ...muito solitário.
- Pelo contrário. O que mais valorizo é o silêncio. Por exemplo, estar no carro com alguém e momentaneamente o silencio invade a viagem. Esse é o momento mais intenso. É quando sabes que ambos pensam no mesmo e não precisam de palavras.
- Isso é um sentimento muito bonito.
- Não é bonito. Eu não gosto do bonito. É puro. (sorriso vazio)
É por estas e por outras que gosto de conversar com anónimos.
O meu heterónimo já não me sustenta.
E o homónimo fica-se em reticências.
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